Dificuldades para que a pesquisa saia das universidades

22 07 2008

Mais uma opinião sobre um assunto que já tenho falado aqui no blog. Robert Sherwood, Consultor internacional e pesquisador da área de transferência e comercialização de tecnologia, é entrevistado pelo site Inovação Tecnológica, ele comenta sobre a fragilidade do nosso sistema de propriedade intelectual e cita isso como o maior empecilho para que nossas pesquisas não saiam das esferas acadêmicas.

Para conferir a entrevista com Robert Sherwood clique aqui.





Desenvolvedora de games desembarca no Brasil

27 06 2008

A produtora francesa Ubisoft anunciou recentemente que abrirá no Brasil não um mero escritório e sim um estúdio de desenvolvimento. É um pequeno passo para a Ubisoft, e um salto para a indústria de games nacional.

Há muito o Brasil sofre amplamente com os males da alta carga tributária imposta aos games e derivados, um videogame que custa míseros U$250,00 nos EUA, chega ao Brasil custando cerca de U$ 1200,00 se você comprar o produto oficialmente distribuído por aqui. O que torna bem atrativos o contrabando e softwares piratas.

Com a chegada de uma produtora do peso da Ubisoft espero que ocorra uma pressão para que os governantes repensem a tributações do entretenimento eletrônico e quem sabe possamos assistir a um boom do mercado local de produtoras de games.

Em 2001 a Continuum lançava seu Outlive – A era da sobrevivência, o jogo fez um relativo sucesso internacional, que levou o governo do Paraná a criar a Gamenet, que estimulava o surgimento de empresas criadoras de jogos de videogame no Paraná, isso fez na época surgirem dezenas de empresas por essas bandas. Porém após o governador Hugo Chaves wannabe Requião assumir as verbas foram cortadas e a gamenet agonizou lentamente por falta de recursos.

Espero que hoje não estejamos presenciando uma nova bolha dessa, aposto minhas fichas que com a experiência da Ubisoft em abrir estúdios em novas terras as coisas devam funcionar de melhor forma e mudanças nos impostos podem ser mais bem pressionadas (apesar da Microsoft também estar tentando a tempos) além de uma grande capacitação da nossa mão-de-obra cheia de vontade mas sem muita experiência no ramo, gerando um grande fomento nesse mercado tão pequeno atualmente.

Logo teremos jogos para Nintendo DS (E depois para outras plataformas) com créditos em que ao invés de vermos nomes como Yamato ou Mike, veremos João, Marcos, Laura.





O analfabetismo na era Google

26 06 2008

Onde trabalho, já me deparei muitas vezes com pessoas que não conseguem usar a Internet para simples pesquisas, e às vezes param num problema por um tempo alongado por não conseguir vasculhar a rede atrás de uma informação, muitas vezes simples.

Segue aqui um site que promete ajudar essas pessoas a dominarem a página de busca mais usada na internet: GoogleGuide permitirá que você não perca mais dias em cima de um problema que alguém já passou e já resolveu e postou em algum canto da grande rede.

O site pode ser acessado por aqui.





A prostituição na T.I.

25 06 2008

Há pouco tempo atrás a empresa que trabalho solicitou uma indicação profissional para trabalhar com Java, indiquei um amigo meu que tem bom conhecimento na linguagem e diversas certificações, além de já ter sido líder técnico, ou seja, alguém que eu confiava que faria um bom trabalho.

A empresa ofereceu um valor risível para ele, no final acabou contratando alguém com muito menos experiência. Resultado: O projeto foi um grande fracasso.

Esse não é um caso isolado (quem dera fosse), já tenho visto diversas vezes empresas se recusarem a pagar um valor mais alto por um bom profissional e encher seus setores com pessoas com pouco conhecimento resultando em projetos com baixa qualidade.

O que nós, profissionais de T.I. podemos fazer a respeito? Não nos submetermos a um salário baixo só para estarmos num emprego já é um grande começo.

O mercado de informática anda carente de mão de obra (e mais ainda, de boa mão de obra) e graças a isso podemos impor um certo nível de exigência para com os empregadores. O que não dá pra agüentar é que as empresas queiram impor o seu salário baixo a bons profissionais.

Antes de aceitar uma proposta, verifique se ela é compatível com o que você conhece/estudou, verifique sua real necessidade de conseguir esse emprego. Negocie bem antes, muitas empresas acabam retornando para quem solicitou um pouco mais mesmo após uma recusa inicial.

O Brasil vive um bom momento em informática e isso só tende a fortalecer os profissionais qualificados da área, que passam a poder exigir um nível de salário e ambiente de trabalho melhor. Aproveitem.





Tecnosapiens entrevista André Gentil

7 06 2008

Nada melhor do que termos a idéia de quem está no meio do furacão tecnológico.

Hoje entrevistarei André Gentil, 33 anos. Diretor de tecnologia da Commodity Systems.

André possui 19 anos de experiência, sendo 12 em cargos de liderança e possui certificação PMP desde 2005.

Tecnosapiens: Como você vê o cenário atual de pesquisa e tecnologia em empresas privadas no Brasil?

André Gentil: Existem algumas coisas mudando no Brasil, o apoio do governo através de incentivos está melhorando. Programas como FINEP, Bolsas do CNPQ e outros já permitem alguns investimentos em pesquisa. Mas o grande problema atualmente é a entrega de pesquisas reais e praticas para as empresas. As pesquisas acadêmicas estão desassociadas do que o mercado precisa de imediato.

TS: Você acha que existe uma boa relação entre empresas/universidades para troca de conhecimento e alavancagem de produtos a partir de idéias e pesquisas geradas no meio acadêmico ou ainda engatinhamos nessa área?

AG: O problema focal é a visão acadêmica de pesquisa com pouco aplicação pratica. Estamos pesquisando coisas ainda que o mercado já tem resolvido, isso não ajuda a ganhar apoio do empresariado. Obviamente falo da minha área especifica e não genericamente.

TS: Como funciona a comunicação da empresa passar para a academia o que ela necessita?

AG: Depende muito do projeto, normalmente é feito através do contato e do responsável pela pesquisa.

TS: Como poderiam ser aproveitados projetos que apesar de não terem aplicação prática imediata podem ser usados num futuro próximo?

AG: depende muito. Tecnologia não anda de saltos e sim de melhorias continuas.

TS: Essas pesquisas esbarram em muita burocracia do Estado?

AG: Sem dúvida, os processos demoram meses para começarem e mais meses para serem entregues. As aprovações são demoradas e os atrasos constantes.

TS: Você citaria a burocracia como o grande vilão de não termos um grande campo de pesquisa e inovação?

AG:o, de maneira nenhuma. É um empecilho, mas transponível. O maior problema é a baixa qualidade das pesquisas. São poucos os profissionais de altíssimo nível conectados com o mundo empresarial.

TS: Isso se deve ao que? a baixa qualidade de ensino das nossas instituições?

AG: Acredito que isso é um fator, a qtde desses profissionais é outro tb, e ao foco do ensino.

TS: O foco você se refere a não estarmos formando pesquisadores e cientistas?

AG: Não exatamente, a maioria dos pesquisadores não estão alinhados com as demandas do meio empresarial e sim com suas próprias áreas de interesse.

TS: Você acha que a carência de empresas que inovem, (que em sua grande maioria se encontram em São Paulo) influência nessa ausência de pesquisadores conectados com interesses das empresas?

AG: Não. Acho que é uma questão cultural, e deve iniciar-se pelas faculdades/universidades. Quando tivermos universidades preparadas os empresários irão investir com vontade e facilmente. A visão diferente esta nisso: O empresário apenas vê investimento x retorno e não vai mudar esse é o capitalismo. O acadêmico nunca vê investimento x retorno e uma parcela precisa começar a olhar isso mais diretamente.

TS: Para encerrar a entrevista, gostaria que você comentasse sobre a captação de recursos para idéias inovadoras que apareçam de iniciativas individuais ou empresas recém criadas.

AG: Esse apoio é dado pelo governo, pelos programas de incentivo. Acho q esse processo esta evoluindo, mas existe muita chance para corrupção e para incentivo ao despreparo.

Muito obrigado pela participação André. Quem quiser conhecer mais opiniões de André Gentil pode conferir o seu divertido blog: http://chefeestressado.wordpress.com/





Em busca do offshore perdido

26 05 2008

Há algum tempo o Brasil vem tentando, sem sucesso, se estabelecer como um dos grandes fornecedores de offshore para mercados como EUA e Europa. Há disputa não é fácil, estão no páreo China e Índia.

As dificuldades são claras, a alta carga tributária brasileira. A falta de profissionais qualificados, em especial que tenham fluência em inglês(E quando são encontrados não se sujeitam a trabalhar pelo valor baixo pago por esses projetos). O custo baixo da mão de obra concorrente, o alto turn-over, entre muitos outros.

Muitos estão vendo o novo pacote anunciado pelo governo para incentivar as exportações de software como o salvador da pátria, e realmente a área de TI tem muito a ganhar com isso, porém há muito ainda o que se fazer.

Um fator crucial é melhorar a qualidade de nossa mão de obra, não é raro em fábricas de software vermos um profissional bom abandonar a empresa e para seu lugar serem contratados 2 ou 3 estagiários. Claro, dessa forma a empresa reduz seus custos graças ao valor pago para os estagiários. É uma tática ótima, não? Não. Já assisti de camarote alguns projetos que se recusaram a pagar 4 reais a mais por hora a excelentes profissionais para pegarem no lugar alguns estagiários e graças a isso o projeto quase afundar, ou muito pior, o projeto ser cancelado, o que deu um prejuízo muito maior do que pagar aqueles 4 reais a mais.

Claro que o pobre estagiário não tem culpa da condição colocada à ele, ele que deveria estar ali aprendendo com bons profissionais e adquirindo conhecimento para se tornar um excelente profissional, normalmente tem que se virar sozinho e alguns até levam projetos nas costas, como a ótima descrição da desciclopédia diz:

“ Estagiários (Inutilis Rastejantis) são pessoas semi-racionais, que reconhecem ordens simples, mas não importa o quanto tentem, sempre fazem errado. São contratadas para trabalhar mais e ganhar menos que os outros membros de uma empresa ou repartição pública. Contratados para realizar o trabalho dos profissionais da empresa, para que estes tenham tempo de publicar seus artigos na Desciclopédia.”

Assim vemos uma empresa grande ficar com péssima fama perante seus clientes. A minha esperança é que com a diminuição na carga tributária proposta pelo governo as empresas comecem a pagar mais por excelentes profissionais que possam agregar uma maior conhecimento e solidez ao projeto colocando o Brasil entre os grandes atores do offshore mundial.





A Batalha das mídias de alta definição chegou ao fim?

13 05 2008

Postei originalmente esse texto no meu blog sobre cinema: 24Quadros, mas como o tema também se refere à tecnologia resolvi posta-lo também nesse espaço:

 

Há cerca de 10 anos os primeiros aparelhos de DVD começaram a ser comercializados, no Brasil o DVD só começou a se tornar popular em 2002, e em 2008 o vencedor da batalha de mídias de alta definição foi escolhido, o Blu-ray da Sony.

 

O Blu-Ray possui capacidade de armazenamento de 25GB por camada, uma quantia cerca de 5 vezes maior que de um DVD, o que proporcionará filmes com melhor resolução de imagem e melhor qualidade de som. Mas e daqui 10 anos quando quisermos filmes com melhor qualidade de imagem e som? Trocaremos nossos aparelhos de reprodução mais uma vez por novos aparelhos e nossos filmes pelos mesmos em novo formato?

 

Devido a essa questão que paira no lançamento do novo formato, acredito que a grande briga do Blu-ray nunca foi com o HD-DVD, e sim com as distribuições online. Se pudermos fazer download dos filmes com um custo bem mais baixo do que se comprássemos o disco físico e integrá-lo com outros dispositivos para assistirmos na TV da sala ou em um reprodutor portátil, assim como já ocorre com as músicas, com certeza teremos aí a real briga das mídias da nova geração.

 

No meu futuro ideal eu teria uma conta em um site de vendas online de filmes, faria download dos filmes que quero (Numa conexão sem traffic shaping), das suas capas, extras e trilha sonora. Este filme após o download se integraria com algum programa de organização de catálogo de filmes que me ligaria automaticamente com informações em bancos de dados de filmes. E quando chegasse uma versão em uma resolução maior de um filme que já tenho, bastaria eu fazer “upgrade “ da minha cópia, sem custo ou com um custo baixo.

 

Sei que para isso precisamos de uma internet mais rápida e espaços de armazenamentos maiores, mas isso é apenas questão de tempo, e só o tempo mesmo poderá ditar qual será a tendência dos filmes em alta-definição.

 

E para vocês? Qual seria o mundo ideal das novas mídias para filmes?





O Brasil tem vocação para pesquisa e tecnologia?

12 05 2008

Passo o olho na lista de empresas de “tecnologia” no Brasil e sempre noto que 90% são empresas que fazem sistemas comerciais, sejam fábricas de software, empresas de ERP ou sistemas de controle de padaria.

 

Onde estão as empresas que estão investindo em pesquisa tecnológica no Brasil? Algum tempo atrás um ex-professor meu me mostrou uma lista de projetos de pesquisa que aconteciam na PUC-PR, ali se encontravam excelentes idéias, porém nenhuma abandonou o meio acadêmico. Por que isso ocorre? As empresas brasileiras não estão dispostas a investir em projetos inovadores de pesquisa? Seguiremos sempre a fórmula: Esperamos alguém pesquisar, criar e o mercado consolidar para aí adotarmos em nossos projetos?

 

O Brasil investe cerca de 1% do PIB em pesquisa, número bem abaixo dos países desenvolvidos. Sempre que vejo o governo tentando impulsionar os setores de tecnologia me parece que a visão que o governo tem de tecnologia se resume a sistemas comerciais e computadores mais baratos. O Brasil precisa de propostas sérias de investimento em pesquisa de tecnologias, para deixarmos de ser coadjuvantes e exportadores de mão de obra qualificada nessa área, assim como fez o Japão depois da segunda guerra, e que hoje nos permite usar aparelhos eletrônicos da Sony, Panasonic, Nintendo, citando apenas alguns exemplos.

 

Algumas propostas simples já possibilitariam grandes ganhos nessa área, como possibilitar e incentivar uma aproximação entre o mercado empresarial e a academia para não vermos grandes projetos nunca chegarem ao publico, ficando restritos ao meio acadêmico. Hoje a imensa maioria de nossos cientistas e engenheiros se encontram apenas no meio acadêmico, que por falta de incentivo e da gigantesca burocracia do Estado fazem com que seus projetos parem por ali mesmo. Será que esse é o caminho que queremos trilhar?

 

Há algum tempo atrás foi anunciado o premio Nobel de física para Albert Fert e Peter Grunberg, a pesquisa deles sobre supermagnetismo permitiu criar discos rígidos de computador cada vez mais compactos. A mídia brasileira não tardou a alardear que existiam brasileiros também no projeto. Eu acho que deveríamos é lamentar por nossos pesquisadores terem que sair do Brasil para conseguirem ter seus nomes citados em pesquisas que resultaram em grandes avanços tecnológicos.

 

Quando será que nossos governantes abrirão os olhos para o que é realmente pesquisa e tecnologia? Quando perceberão os benefícios econômicos e sociais que este tipo de investimento nos brinda? Há também uma timidez que precisava ser abandonada por parte da iniciativa privada, mas talvez isso ocorra quando apresentarem a eles as vantagens de se investir em pesquisa.

 

Assim num futuro distante poderemos nos vangloriar de termos criado alguma tecnologia realmente de alcance mundial e não dependeremos mais de procurar nomes brasileiros em colaboradores de pesquisas de sucesso fora do Brasil para nos orgulharmos. 





A empresa do futuro

11 05 2008

Após assistir ao video da eleição do google como melhor empresa para trabalhar nos EUA neste video: Novamente fiquei com a impressão que a grande maioria das empresas no Brasil caminham na direção contrária, o Google se tornou o que é hoje graças a idéias inovadoras de gestão que incentivam a criatividade, e acima de tudo fazem seus colaboradores se sentirem em casa.

Acompanhem o raciocínio, passamos metade (e muitas vezes mais) de nosso dia útil na empresa que trabalhamos, se não nos sentirmos em casa ali, ficaremos apenas olhando o relógio, torcendo para que o fim do expediente chegue logo. E é oque normalmente acontece, já que na terrinha tupiniquim cada vez mais as empresas criam formas mais avançadas de controle sobre os funcionários, colocam restrições absurdas e pré-históricas em relação à horários e comportamentos, e assim como muitos políticos, só aparecem com algumas promessas quando chega a eleição anual das melhores empresas para trabalhar da revista Exame.

Um excelente caso para ilustrar esse exemplo de desgestão que assola algumas empesas é a Atari, fundada por Nolan Bushnell, já nos anos 70 apresentava uma visão inovadora ao estilo vale do silício, o que gerou grandes frutos à empresa, que por muitos anos dominou o mercado de videogames. Sua política preservava o caráter individual de seus funcionários, permitindo um ambiente propício à criatividade.

Após a venda da Atari para a Warner tudo começou a mudar, os manda-chuvas da Warner queriam maior controle e rigidez na forma de lidar com seus funcionários, claro que isso gerou atritos com Nolan, que foi demitido da empresa que ele próprio fundou.

O resultado óbvio de tudo isso é que a Atari começou a produzir jogos ruins e sem criatividade, sendo o caso mais extremo o jogo “E.T. the Extra-Terrestrial”, que foi um fracasso completo. E por fim tudo isso levou ao fatídico crash nas empresas de videogame, que só foram ressurgir com o Nintendo 8bits.

Isso é apenas um exemplo, muitos casos existem para ilustrar essa questão e acredito que deveriam ser levados a sério pelas empresas daqui, não apenas como slogan de campanha para a Exame, senão depois ficam reclamando do alto turn-over nas empresas brasileiras, como se as culpadas não fossem elas mesmas.

Pra terminar vou colocar um trecho de uma palestra de um dos mais conceituados consultores de empresas do Brasil, o Prof. Marins, ele disse que uma vez uma empresa cortou algum beneficio de todos os funcionários pois alguns não estavam tendo bom senso no seu uso, segue o diálogo:

Prof. Marins: -Quantos que estão abusando?

Gestor pré-histórico: -Uma meia duzia

Prof. Marins: -Quantos não abusam?

Gestor pré-histórico: -Os outros, uns 200

Prof. Marins: -E você administra pela regra ou pela excessão?





O medo da tecnologia

10 05 2008

Novas tecnologias sempre causaram estranhamento e rejeição por quem não estivesse familiarizado à sua utilização.

Desde Sócrates criticando à escrita, que segundo seu ponto de vista, faria com que as pessoas utilizassem menos a memória (o que não deixa de ser verdade) até a contemporaneidade com os videogames sendo culpados por assassinatos (vide Jack Thompson e sua batalha contra GTA) e a internet sendo alvo de críticas como ser chamada de “antro de débil mentais” do excelentissimo Ziraldo.

O que diria Sócrates num tempo em que enchemos nossa tela do computador de lembretes digitais, anotamos assuntos importantes em emails e lembramos de aniversários graças à rede de relacionamentos. Talvez ele seria apenas um velho ranzinza, ou talvez diria que o mundo está em constante mudança, e que para o bem ou para o mal, não podemos para-las.

Quando surgiu a tecnologia do cinema falado, as orquestras que tocavam ao vivo nas salas de cinema mudo fizeram passeata contra aquilo que tiraria seus empregos, mas estavam apenas tentando parar o futuro, e felizmente hoje o cinema falado evoluiu muito, apesar dos protestos.

Talvez quem lute contra tudo isso esteja certo e se deixarmos, num futuro próximo seremos todos substituídos por robôs com inteligência artificial e consciência(ou seremos vítimas de uma geração assassina e cruel que jogava GTA), assim como os músicos das orquestras foram trocados por meras gravações.

Mas apesar dessa premonição catastrófica, eu prefiro arriscar e não freiar os avanços tecnológicos, nem culpar novas tecnologias pelos crimes da humanidade.

Viva o admirável mundo novo!