A empresa do futuro

11 05 2008

Após assistir ao video da eleição do google como melhor empresa para trabalhar nos EUA neste video: Novamente fiquei com a impressão que a grande maioria das empresas no Brasil caminham na direção contrária, o Google se tornou o que é hoje graças a idéias inovadoras de gestão que incentivam a criatividade, e acima de tudo fazem seus colaboradores se sentirem em casa.

Acompanhem o raciocínio, passamos metade (e muitas vezes mais) de nosso dia útil na empresa que trabalhamos, se não nos sentirmos em casa ali, ficaremos apenas olhando o relógio, torcendo para que o fim do expediente chegue logo. E é oque normalmente acontece, já que na terrinha tupiniquim cada vez mais as empresas criam formas mais avançadas de controle sobre os funcionários, colocam restrições absurdas e pré-históricas em relação à horários e comportamentos, e assim como muitos políticos, só aparecem com algumas promessas quando chega a eleição anual das melhores empresas para trabalhar da revista Exame.

Um excelente caso para ilustrar esse exemplo de desgestão que assola algumas empesas é a Atari, fundada por Nolan Bushnell, já nos anos 70 apresentava uma visão inovadora ao estilo vale do silício, o que gerou grandes frutos à empresa, que por muitos anos dominou o mercado de videogames. Sua política preservava o caráter individual de seus funcionários, permitindo um ambiente propício à criatividade.

Após a venda da Atari para a Warner tudo começou a mudar, os manda-chuvas da Warner queriam maior controle e rigidez na forma de lidar com seus funcionários, claro que isso gerou atritos com Nolan, que foi demitido da empresa que ele próprio fundou.

O resultado óbvio de tudo isso é que a Atari começou a produzir jogos ruins e sem criatividade, sendo o caso mais extremo o jogo “E.T. the Extra-Terrestrial”, que foi um fracasso completo. E por fim tudo isso levou ao fatídico crash nas empresas de videogame, que só foram ressurgir com o Nintendo 8bits.

Isso é apenas um exemplo, muitos casos existem para ilustrar essa questão e acredito que deveriam ser levados a sério pelas empresas daqui, não apenas como slogan de campanha para a Exame, senão depois ficam reclamando do alto turn-over nas empresas brasileiras, como se as culpadas não fossem elas mesmas.

Pra terminar vou colocar um trecho de uma palestra de um dos mais conceituados consultores de empresas do Brasil, o Prof. Marins, ele disse que uma vez uma empresa cortou algum beneficio de todos os funcionários pois alguns não estavam tendo bom senso no seu uso, segue o diálogo:

Prof. Marins: -Quantos que estão abusando?

Gestor pré-histórico: -Uma meia duzia

Prof. Marins: -Quantos não abusam?

Gestor pré-histórico: -Os outros, uns 200

Prof. Marins: -E você administra pela regra ou pela excessão?