Novas tecnologias sempre causaram estranhamento e rejeição por quem não estivesse familiarizado à sua utilização.
Desde Sócrates criticando à escrita, que segundo seu ponto de vista, faria com que as pessoas utilizassem menos a memória (o que não deixa de ser verdade) até a contemporaneidade com os videogames sendo culpados por assassinatos (vide Jack Thompson e sua batalha contra GTA) e a internet sendo alvo de críticas como ser chamada de “antro de débil mentais” do excelentissimo Ziraldo.
O que diria Sócrates num tempo em que enchemos nossa tela do computador de lembretes digitais, anotamos assuntos importantes em emails e lembramos de aniversários graças à rede de relacionamentos. Talvez ele seria apenas um velho ranzinza, ou talvez diria que o mundo está em constante mudança, e que para o bem ou para o mal, não podemos para-las.
Quando surgiu a tecnologia do cinema falado, as orquestras que tocavam ao vivo nas salas de cinema mudo fizeram passeata contra aquilo que tiraria seus empregos, mas estavam apenas tentando parar o futuro, e felizmente hoje o cinema falado evoluiu muito, apesar dos protestos.
Talvez quem lute contra tudo isso esteja certo e se deixarmos, num futuro próximo seremos todos substituídos por robôs com inteligência artificial e consciência(ou seremos vítimas de uma geração assassina e cruel que jogava GTA), assim como os músicos das orquestras foram trocados por meras gravações.
Mas apesar dessa premonição catastrófica, eu prefiro arriscar e não freiar os avanços tecnológicos, nem culpar novas tecnologias pelos crimes da humanidade.
Viva o admirável mundo novo!